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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28), em votação simbólica, o projeto que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A proposta reúne dados de agressores condenados de forma definitiva e permitirá o acesso pelas forças de segurança pública de todo o país. O texto segue agora para sanção presidencial.

A medida é vista como um novo instrumento de combate à violência de gênero, ao centralizar informações que hoje estão dispersas em diferentes órgãos e sistemas.

O que é o novo cadastro

O banco de dados será compartilhado entre órgãos de segurança da União, estados e demais autoridades competentes, sob gestão federal.

Entre as informações previstas no sistema estão:

  • nome do condenado
  • documentos pessoais
  • fotografia
  • impressões digitais
  • endereço
  • outros dados cadastrais

Já os nomes das vítimas permanecerão sob sigilo.

Quanto tempo os dados ficarão disponíveis

Segundo o texto aprovado, os registros permanecerão ativos:

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  • até o fim do cumprimento da pena
  • ou por três anos, quando a pena aplicada for inferior a esse período

A proposta busca permitir acompanhamento mais eficiente dos condenados e fortalecer medidas preventivas.

Quais crimes entram no cadastro

Serão incluídas pessoas condenadas com trânsito em julgado pelos seguintes crimes:

  • feminicídio
  • estupro, inclusive de vulnerável
  • assédio sexual
  • importunação sexual
  • lesão corporal
  • perseguição
  • violência psicológica
  • violação sexual mediante fraude
  • registro não autorizado da intimidade sexual

Integração com sistemas já existentes

O novo cadastro deverá funcionar em conjunto com outras bases públicas, incluindo o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, mantido pelo Conselho Nacional do Ministério Público com base na Lei Maria da Penha.

A intenção é ampliar a troca de informações e agilizar respostas das autoridades.

O que disseram no Senado

Durante a tramitação, parlamentares defenderam que a centralização dos dados pode melhorar a atuação policial, a fiscalização do cumprimento de penas e a efetividade das medidas protetivas.

Também foi destacado que o sistema pode auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas à prevenção da violência contra a mulher.

Próximos passos

Com a aprovação no Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Se for sancionado, caberá ao governo federal regulamentar o funcionamento da plataforma e definir os procedimentos operacionais de acesso e atualização dos dados.