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Religião e a Pandemia, por Junio Alvarenga

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Vendo algumas posições recentemente sobre o que estamos atravessando, de algumas crenças que se diverge mesmo dentro de uma mesma religião, de que a pandemia não é apenas extraordinária, mas apocalíptica. Tais crenças podem aparecer em todos ou na maioria dos outros grupos religiosos, embora uma séria convicção de que a mudança apocalíptica seja iminente possa ser confinada a uma minoria de indivíduos dentro de qualquer tradição de fé. Na verdade o povo gosta de Bíblia para ler o Salmos, e desprezar o Apocalipse.

Desde que foi escrito pela primeira vez em 95 DC por João de Patmos, o Livro do Apocalipse foi implantado para dar conta dos eventos mundiais em termos do “juízo final”. Embora haja divergências entre os estudiosos sobre como o texto deve ser interpretado, o livro é um dos menos explanados e lidos nas religiões cristãs.

Muitos tomaram o texto como uma descrição literal do fim dos tempos, enquanto outros o usaram como uma revelação da vontade divina. Mas o que se deve considerar é que embora seja ilustrado por figuras inusitadas e eventos extraordinários, o livro que foi mandado (pelo próprio Cristo) a ser escrito, de fato tem um recado para o povo que o segue nos últimos dias. É exatamente assim que inicia o primeiro paragrafo do livro.

O Apocalipse descreve ainda quatro cavaleiros do Apocalipse que aparecem quando os sete selos são abertos. O primeiro simboliza Cristo. O segundo representa guerra e derramamento de sangue. O terceiro é identificado com fome e o quarto está associado com pestilência e morte. Alguns cristãos afirmam que COVID-19 é a prova de que as pragas do livro de Apocalipse e, mais especificamente, os sete selos de Apocalipse 6: 1–8: 1, estão ocorrendo agora e o retorno de Jesus é iminente. Para eles, o Apocalipse realmente previu a pandemia do COVID-19. Corona foi associada ao quarto cavaleiro. Mas e a peste negra? A espanhola, não teria morrido mais pessoas em outros cataclismos recentes? Podemos pensar que sim, existe um aviso divino nisso, não é possível ser cristão e renegar isso, é paradoxal, mas isso vai além de uma interpretação rasa.

Fontes cristãs sempre foram preteridas da leitura de muitos formadores de opinião, mas há uma série de fontes bíblicas sobre o precedente do fim dos tempos com pestilência. Por exemplo, Apocalipse 6: 8 – E olhei, e vi um cavalo pálido; e seu nome que estava nele era Morte, e o Inferno o seguiu. E lhes foi dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar com espada, e com fome, e com a morte, e com os animais da terra. Mateus 24: 7–13 – Porque nação se levantará contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes, pestilências e terremotos em diversos lugares. Ezequiel 38:22 – “Eu pleitearei contra ele com pestilência e sangue”.

Mas o que me chama a atenção é que a própria igreja cristã mundial, seja católica ou evangélica, depois de ter pregado centenas de anos sobre a temática, agora não puderam se comportar de uma forma coerente ao que pregam, sob o ponto de vista de que as leis do governo estatal, ou seja, governo natural, devem ser respeitadas pela igreja e toda autoridade da terra foi posta por Deus e deve ser legitima e seguida, e no entanto, mantiveram suas portas abertas.

Existem evidências de que alguns grupos religiosos negligenciaram as medidas preventivas de saúde do COVID-19 e, portanto, desempenharam um papel na disseminação do vírus. Por exemplo, uma das principais fontes de infecção por COVID-19 na Coréia do Sul tem sido, ( ao menos até essa matéria ter sido enviada), a igreja de Shincheonji (Rashid). Seu líder prometeu entrada no “Novo Céu e a Nova Terra” para seus membros, que estão recusando tratamento e medidas preventivas para infecção por vírus. Aproximadamente 60% do total de infecções em todo o país são consideradas originárias da igreja. Os coreanos ficaram indignados com o fato de que os membros da igreja foram instruídos a continuar fazendo proselitismo mesmo após o início do surto e foram ensinados a não ter medo da doença. O governo da cidade de Seul instruiu os promotores a acusar o fundador do grupo religioso e outros membros de espalhar Fake News causando danos à população local e por violar a Lei de Controle e Doenças Infecciosas. Eu li recentemente que foi difícil localizar e rastrear os membros da igreja para fazer um controle.

Vale lembrar ainda, um outro grupo que não tomou medidas preventivas são os judeus Haredi em Israel. Eu já estive na comunidade deles por lá. Os Haredim são grupos do judaísmo ortodoxo que aderem estritamente à sua interpretação da lei e dos valores judaicos e se opõem aos valores e práticas modernas. Por um lado não reprovo a vida retirada de nenhum religioso, porque eu mesmo já me submeti a um retiro prolongado e isso é algo muito particular de cada individuo ou grupo com a sua ideologia. Mas até onde vai a responsabilidade de achar que somos blindados, e onde está a certeza de que não seremos acometidos pelas pragas que vierem ao mundo?

Eles se esforçam para limitar o contato com o mundo exterior, exceto para fins econômicos e interações públicas essenciais. Em Israel, muitos vivem em ambientes pobres, e acomodações superlotadas e distanciamento social seriam difíceis, para dizer o mínimo. Os Haredim constituem cerca de 12,5% da população de Israel, mas, segundo as autoridades de saúde, eles representam um terço dos casos de COVID-19 do país. Em Bnei Brak, uma área ultra ortodoxa nos arredores de Tel Aviv, Israel, aproximadamente 40% dos residentes podem estar infectados. Os líderes religiosos foram culpados por encorajar seus seguidores a continuar a vida normalmente, e algumas pessoas continuaram a se reunir para orar. Um funeral de um rabino Haredi em Bnei Brak em março teve a participação de 400 seguidores, também surgiu essa noticia constrangedora.

Outros religioso que comportaram indevidamente, ao meu ver, 16.000 peregrinos muçulmanos se reuniram na Malásia e, voltando para casa, espalharam o COVID-19 para meia dúzia de países. Os fiéis vieram de Tablighi Jamaat, o maior movimento missionário islâmico do mundo. Esse movimento enfatiza o retorno ao modo como a vida era vivida na era do Profeta Muhammad, orando e comendo juntos em mesquitas. Apesar dos protestos públicos contra outro grande evento religioso planejado, 8.700 pessoas se reuniram em uma reunião subsequente, compartilhando comida e aglomerando-se em tendas. Um participante disse: “Nenhum de nós tem medo da coroa. Temos medo de Deus ”. Um trabalhador empregado pelo ministério da saúde disse: “Toda doença e toda saúde são de Deus. O que quer que aconteça conosco é a vontade de Deus ”. Veja bem, quem me conhece sabe o quanto defendo a cura e a intervenção de Deus através do poder da fé e de Sua Vontade, mas está escrito que “Não tentarás” o Senhor Teu Deus, jogando nas costas dele a nossa irresponsabilidade. Quando os Hebreus receberam as famosas dez pragas no Egito, foram recomendados que ficassem unidos em casa, e aguardassem pelo Anjo da Morte passar. Veja bem, isso é leitura bíblica, não uma teoria humana. Creio absurdamente que a medicina foi criada por Deus para ajudar a humanidade alcançar privilégios assim como creio que ela também sabe o que fazer em momentos de pandemia.
Não se pode colocar um Medico para combater em frente de exércitos porque ele não está capacitado pra isso e pode levar a guerra ao colapso, assim como não podemos colocar um General na frente de um Ministério da Saúde em tempos de pandemia. Ora, nenhum cidadão comum consegue lidar com a Bíblia e ensina-la se não for conhecedor da ciência divina, assim como um pastor não poderia ir para frente de uma campanha da NASA para conduzi-la, se de fato não fosse especialista nisso.

Uma pesquisa feita na net aqui no Brasil, indicaram que 55% dos brasileiros haviam orado para que a pandemia terminasse. Isso incluiu 15% dos que “raramente ou nunca oraram” e 24% daqueles que endossaram nenhuma afiliação religiosa haviam orado sobre o vírus.

Movimentos como Vidas Negras Importam, LGBTs, Abuso infantil, Violência contra Mulheres, são atos que devem desaparecer no mundo, e que um recado divino como esse terá contribuído para a mudança expressiva do povo cristão e terminem com as perseguições e preconceitos das classes, isso pode ser ao menos um ponto perceptivo e positivo para que os mais incrédulos do apocalipse mudem, e não fiquem desanimados e descrentes por conta de tamanha repreensão.

Dadas essas contribuições de notícias e leituras, pergunto a mim a você: Afinal essa pandemia quer dizer o que ? Um alerta para a igreja mundial de que algo está errado? Se é algo punitivo onde está o problema? Se os cultos diários ou frequências de comunhões tenderam a diminuir e poderão ser um habito, Deus está preocupado neste momento com os cultos? Se o hábito de ir à igreja for abolido um dia e por vez abandonado, é difícil retomar a fé? Será que Deus não está querendo acabar com a divisão das congregações? Não seria esse um recado importante e o momento de acordarmos?

Eu recebi uma mensagem profética em abril de 2019 que falava sobre uma intervenção Divina em todo o mundo, onde tudo seria afetado, as igrejas, as escolas, as ruas, os congressos políticos, os hospitais, e que se o povo não quebrantasse e entendesse, seria decreto abrindo e fechando por longo tempo, e que Sua mão somente ajudaria se de fato todos nós nos redimissem da vida que trouxemos até aqui.

Por fim, é importante reconhecer o potencial das grandes crises da vida para abalar as pessoas não apenas psicologicamente, socialmente e fisicamente, mas também religiosa e espiritualmente. As pessoas oraram mais, consagraram-se mais, repensaram em muitas atitudes covardes de omissão ao verdadeiro cristianismo. Creio que Deus sempre permitiu eventos como esse, se baseado na Biblia, como forma de punição e um melhor resultado.

As lutas religiosas podem assumir várias formas após essa pandemia: sentimentos de raiva, abandono ou punição por Deus; preocupações de que um trauma possa refletir o trabalho do diabo ou das forças demoníacas; dúvidas sobre a verdade da fé religiosa; perguntas sobre o significado e o objetivo final da vida; luta para viver de acordo com os valores morais; e conflitos com outras pessoas sobre questões religiosas.

Outras pessoas provavelmente estão buscando maneiras de conciliar suas crenças em um Deus amoroso com o sofrimento gerado pela pandemia. E ainda assim, outros podem encontrar seu objetivo final na vida questionado pelo vírus. Eu sugiro que prestem atenção nesse evento, pois com certeza algo extraordinário nos aguarda lá na frente, e devemos esperar com muito temor e fé, afinal, cristianismo sem apocalipse não é cristianismo, é superstição.

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Fã homenageia retorno do projeto Kasino com simulador virtual

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Game 3 - Fã homenageia retorno do projeto Kasino com simulador virtual

No último mês de julho, o projeto Kasino relançou os seus maiores sucessos nas plataformas digitais, concretizando assim o retorno tão esperado pelos fãs do grupo. Um desses fãs decidiu homenagear seus ídolos de uma forma diferente e interativa, criando o “Simulador de Kasinão no Sabadaço”, que já disponível para download na web.

O jogo retrata a participação do Kasino no “Sabadaço”, programa da Tv Bandeirantes que era apresentado por Gilberto Barros. Foi nesse dia, 7 de outubro de 2006, que surgiu o “vai kasinão”, dito pelo próprio apresentador, um dos momentos marcantes da trajetória do grupo.

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Foto: Divulgação/ Caique Assis

No game, o personagem controlado é justamente Gilberto Barros, sendo possível dizer outras frases famosas ditas pelo apresentador naquele dia, assim como se movimentar por todo o cenário. O clipe oficial de “Can´t Get Over” é passado no telão e todo o ambiente remonta ao grande momento vivido pelo Kasino no começo dos anos 2000.

“Simulador de Kasinão no Sabadaço” foi produzido por Caique Assis, desenvolvedor de jogos online, que além deste possui outros trabalhos disponíveis em sua página oficial na Itch.

 

Link para acessar o game

https://caiquesassis.itch.io/kasino

 

Perfil oficial do Kasino no Instagram

@Kasinooficial

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Thiago Santiago reuniu jogadores pra comemorar seu aniversário no RJ

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Empresário Thiago Santiago reuniu jogadores pra comemorar seu aniversário de 37 anos em uma festa na Barra da Tijuca

Thiago Santiago comemorou neste fim de semana seu aniversário todo ano ele faz o futebol beneficente com vários jogadores pra arrecadar alimentos pra comunidades carentes por motivos dá pandemia e não ter aglomeração.

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Thiago Santiago reuniu jogadores pra comemorar seu aniversário de 37 anos em uma festa na Barra da Tijuca (Divulgação)

E não passar em branco Thiago reuniu Jogadores, músicos e celebridades.

Onde quem comandou as carrapetas foi DJ Ray Costa.

Isso tudo respeitando as medidas sanitárias exigidas pela prefeitura, assim diz o produtor Roger Cruz, responsável pela organização.

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Thiago Santiago reuniu jogadores pra comemorar seu aniversário de 37 anos em uma festa na Barra da Tijuca (Divulgação)

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Pastora Sheila Boechat é homenageada pela Câmara Municipal de Belford Roxo

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4 - Pastora Sheila Boechat é homenageada pela Câmara Municipal de Belford Roxo
Comenda foi entregue pelo vereador Cristiano Santos (PL)

A pastora Sheila Boechat foi homenageada pela Câmara Municipal de Belford Roxo. E recebeu a comenda do vereador Cristiano Santos (PL). A Pastora é referência na defesa dos direitos femininos e teve luta reconhecida sua luta.

“Sou Membro da Primeira Igreja Batista em Heliópolis, em Belford Roxo/RJ. E líder do Ministério de Mulheres e participo da Comissão de Educação Cristã da Igreja. Fiquei muito feliz em receber uma Moção de Louvor.  Foram momentos de alegria e gratidão”, disse a pastora Sheila Boechat.

Na oportunidade, quem recebeu a Medalha Engenheiro Belford foi Pastor Presidente Alexandre Lima de Andrade.

Trajetória 

“Minha primeira Ordenação Pastoral aconteceu em 13 de Maio de 2005. Fecho os olho e só vem lembranças maravilhosas da Convenção Batista Nacional. E quando mudei de denominação, para ser aceita pela Ordem de Pastores Batista do Brasil da Convenção das Igrejas Batistas Brasileira, precisei me submeter a novo concílio para nova Ordenação que aconteceu em Setembro de 2019”, conta a pastora Sheila Boechat.
 
 
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