A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, já começa a gerar impactos econômicos antes mesmo do início da competição. A expectativa de uma forte presença de torcedores brasileiros nas cidades-sede acende um sinal positivo para setores como hotelaria, alimentação, transporte, varejo e entretenimento, que devem registrar aumento significativo na demanda durante o período dos jogos.
O interesse do público brasileiro pelo torneio é expressivo. O Brasil apareceu entre os países com maior demanda global por ingressos na primeira fase de vendas da FIFA, que recebeu mais de 500 milhões de solicitações no primeiro ciclo, colocando o país entre os principais mercados compradores. Além disso, o governo dos Estados Unidos e o setor de turismo já classificam o Brasil como um dos maiores emissores internacionais esperados para a Copa. As projeções do setor de aviação e turismo indicam que dezenas de milhares de brasileiros devem viajar ao país durante o evento.
A movimentação não se limita ao esporte. O comportamento desse público, altamente conectado e exigente em experiências de consumo, deve influenciar diretamente a dinâmica do comércio local nas cidades-sede. Em ambientes de grande circulação, como estádios, restaurantes e zonas turísticas, a fluidez no atendimento e nos meios de pagamento tende a ser um fator decisivo para o consumo.
A CEO da Brazil Pays, Marina Alves, destaca que grandes eventos esportivos funcionam como aceleradores econômicos e exigem preparação antecipada das empresas locais.
Marina explica: “As empresas que entendem o comportamento de compra do brasileiro em eventos como a Copa conseguem transformar um grande fluxo de turistas em resultado real de vendas. Quando o processo de pagamento é rápido e intuitivo, a experiência melhora e o consumo acontece com muito mais naturalidade.”
Segundo ela, o impacto vai além do aumento imediato no faturamento. Há também uma adaptação estrutural das empresas que recebem esse público internacional, cada vez mais acostumado a soluções digitais e experiências integradas.
Os três primeiros jogos do Brasil na fase de grupos já estão definidos pela FIFA e devem concentrar parte importante desse fluxo de viajantes. A estreia será contra o Marrocos, no MetLife Stadium, na região de Nova York/Nova Jersey, no dia 13 de junho de 2026, às 19h (horário de Brasília). Em seguida, a Seleção enfrenta o Haiti no Lincoln Financial Field, na cidade da Filadélfia, no dia 19 de junho, às 22h. O terceiro confronto será contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, no dia 24 de junho, às 19h.
O volume de interesse internacional também reforça o peso econômico do evento. A FIFA registrou uma procura massiva na primeira fase de vendas de ingressos, e o Brasil se destacou entre os países com maior número de solicitações. Esse cenário reforça a projeção de que o país terá uma presença significativa de torcedores viajando para acompanhar a Seleção.
Especialistas em turismo apontam que grandes eventos esportivos costumam gerar picos concentrados de consumo, o que amplia o impacto econômico nas cidades-sede. No caso da Copa, esse efeito é potencializado pelo perfil do turista brasileiro, que prioriza experiências, lazer e consumo em serviços locais.
Para Marina Alves, o momento representa uma janela estratégica para o mercado. “Quem se prepara antes do evento consegue não só atender melhor esse público, mas também capturar um potencial de receita que não se repete fora desse contexto”, afirma.
Com isso, as cidades que receberão jogos da Seleção Brasileira entram em um ciclo de preparação intensa, onde a capacidade de adaptação do comércio local pode determinar o nível de aproveitamento dessa oportunidade econômica temporária, porém altamente expressiva.


